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Biologia Atualidades

Transgênicos: as 5 principais dúvidas para o ENEM

Os transgênicos estão nas notícias, no seu prato e no seu vestibular. Chegou a hora de saber tudo sobre esses organismos!

Autor Representação de uma pessoa Matheus Data Representação de um calendário 27/05/2019 Tempo Representação de um relógio 6min  de leitura

No jornal, na internet, no vestibular e até nas conversas nos almoços de família. Inegavelmente, transgênicos estão sempre relacionados com polêmicas e muitas suposições. Esses organismos geneticamente modificados estão presentes nas nossas vidas e entendê-los fará toda diferença na hora do ENEM.

Quais as diferenças entre Organismos Geneticamente Modificados (OGM) e transgênicos?

Primeiramente, os OGM´s são seres vivos que sofreram modificações não naturais (artificiais) em genes do seu DNA, podendo esses serem deletados, silenciados ou adicionados.

Esse processo ocorreu centenas de vezes na história da humanidade, especialmente ligado à prática de agricultura e pecuária. O método mais tradicional – utilizado até hoje – consiste na seleção artificial.

Conforme o próprio nome já diz, os seres humanos escolhem características específicas de determinadas espécies para serem perpetuadas nas gerações seguintes. Isso pode estar relacionado com questões psicológicas, como a domesticação dos cachorros, ou com determinadas estruturas físicas, como o tamanho das bananas.

Um dos exemplos mais emblemáticos é das seleções de diferentes partes das plantas de mostarda, ao longo de milhares de anos. Suas modificações foram tão intensas que visualmente se tornaram vegetais distintos e amplamente conhecidos no dia a dia.

A seleção artificial é uma prática milenar.

Dentre os OGM´s, um grupo muito característico são os dos transgênicos. Sua principal característica é a inserção de genes de uma espécie em outra, por quaisquer motivos. Dessa forma, o novo material genético acaba sendo replicado, modificando partes do organismo.

Como criar um transgênico?

Mesmo normalmente associado à tecnologia humana, a transgenia pode ocorrer naturalmente através da inserção de material genético de vírus nos seres vivos. Ambos os processos são similares, entretanto para fins didáticos, explicaremos apenas a técnica feita em laboratório.

Primeiramente, os cientistas buscam dentre todos os genes conhecidos de todos os animais, aqueles específicos que poderiam ter o resultado desejado na espécie a ser modificada geneticamente. Parece trabalhoso, né? E é mesmo. Essa parte do processo é extremamente custosa e complexa, demorando anos para chegar a alguma conclusão.

Após a escolha, retira-se o gene da espécie doadora, inserido-o no material genético da recebedora. Porém, esse pedaço de DNA não pode ser colocado em qualquer lugar, sendo necessário ao mesmo tempo estar em uma zona de síntese proteica e não comprometer genes já existentes.

Com o processo biotecnológico finalizado, os organismos transgênicos são testados em relação à sua segurança e eficiência. Contudo, caso o resultado não seja o esperado, os cientistas recomeçam todo o processo.

Somente as plantas podem ser transgênicas?

Não. Em contraste com o imaginário popular, esses organismos geneticamente modificados estão presentes em diversos aspectos da nossa vida. Atualmente, cientistas têm grande domínio sobre a técnica de transgenia, criando por exemplo, bactérias transgênicas que produzem a maior parte da insulina consumida por diabéticos.

Transgênicos são opostos de orgânicos?

Mesmo normalmente sendo utilizado como termos antagonistas, isso é apenas meia verdade. “Alimentos orgânicos” é um termo amplo, não existindo um consenso sobre a sua definição. Dessa forma, diferentes países e empresas reguladoras possuem certificações e regras específicas.

Entretanto, todas as classificações definem que a produção desses alimentos não deve utilizar ou ser afetada diretamente por fertilizantes sintéticos, agrotóxicos e transgênicos. Dessa maneira, podemos afirmar que as restrições para realmente serem orgânicos são maiores que simplesmente o processo de transgenia.

Quais os impactos para a saúde?

Certamente é uma pergunta extremamente complexa, podendo ser respondida de duas maneiras muito distintas. Se analisarmos especificamente os alimentos transgênicos, não existem resultados conclusivos que demostrem os impactos – positivos e negativos – em nossa saúde diretamente.

Todavia, quando analisamos o contexto ambiental das plantações, as respostas ficam mais claras para a ciência. Alguns alimentos transgênicos têm a capacidade de produzir toxinas que matam insetos, evitando a necessidade de agrotóxicos. Sem dúvida, isso é benéfico para os seres humanos. Porém ao matar esses animais, cadeias alimentares completas são quebradas, gerando graves problemas ecológicos.

Os insetos são essenciais para o bem estar dos ecossistemas

A outra forma comum de transgenia alimentar, é a de plantas resistentes à determinadas toxinas. Dessa maneira, quando são lançados agrotóxicos, todas as espécies próximas acabam morrendo, mantendo apenas as espécies transgênicas. Por óbvio, os impactos ambientais são gigantescos, matando a biodiversidade, poluindo rios e destruindo o solo.

Novas pesquisas estão sendo desenvolvidas em busca da diminuição dos impactos negativos para o meio ambiente, ao mesmo tempo que a legislação em todo mundo tem se tornado mais rígida para esses tipos de alimentos. Precisamos sempre nos inteirar e informar dos alimentos que comemos diariamente, afinal, é a nossa saúde que está em jogo!

PALAVRAS-CHAVES: meio ambiente OMG Orgânicos Saúde Transgênicos