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Pampa brasileiro: da pré-história aos campos

Formado por campos pré-históricos, o Pampa é uma das regiões mais ameaçadas no Brasil. Saiba aqui, tudo sobre esse Bioma.

Autor Representação de uma pessoa Matheus Data Representação de um calendário 27/06/2019 Tempo Representação de um relógio 6min  de leitura

Também conhecido como estepe sul americano, o Pampa brasileiro é um tema constante nos vestibulares e ENEM. Confira tudo que você precisa saber sobre esse Bioma e sua conturbada história com os seres humanos.

O Bioma sulista

Localizado na região sul da América do Sul, o Pampa cobre uma área de 750 mil km² entre o Uruguai, a Argentina e o Brasil. Aqui, o Bioma está restrito ao estado do Rio Grande do Sul, ocupando 63% deste e um total de 2% do território nacional.

Ultrapassando a barreira das importâncias ambientais, os campos e o clima ameno do Pampa influenciaram a formação da cultura regional gaúcha. No Brasil particularmente, essa identidade é transmitida pelas tradições sul rio-grandenses, inegavelmente importantes até os dias de hoje.

Campos do passado

Com quatro estações bem definidas e um clima subtropical, o Pampa brasileiro apresenta atualmente uma alta amplitude térmica, com temperaturas variando entre 0 °C e 30 °C. Já as chuvas, se mantêm comuns e constantes, com uma média anual de 1500 mm.

Entretanto, as coisas nem sempre foram assim. Como em todas as regiões do nosso planeta, as paisagens e a biodiversidade presentes no Pampa não são as mesmas que de milhares de anos atrás. Há 12 mil anos, o clima era bem mais frio e seco abrigando uma fauna bem diversa.

Grandes planícies do Pampa

Esses animais – muitos deles gigantes – mantinham a cobertura vegetal baixa ao caminharem e pastarem. Como resultado, não ocorria o acúmulo de matéria orgânica, o que mantinha a paisagem de campo e evitava incêndios naturais.

Tudo isso mudou com a chegada dos Homo sapiens 11 mil anos atrás. Habituados às práticas de caça e coleta, os seres humanos caçaram a maior parte desses animais, levando-os à extinção. Dessa forma, os campos foram dando lugar à florestas, incendiadas periodicamente.

Essa é uma parte muito importante da história, que rapidamente explica a principal característica do Pampa: plantas com baixa estatura. Afinal, você está por dentro de outras características gerais deste Bioma? Baixe agora nosso eBook e desafie seus conhecimentos com questões que já foram assunto nos vestibulares.

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Pampa brasileiro do presente

Atualmente, o Pampa pode ser definido como uma região de solo fértil, com campos diversos e áreas de mata. Nesse Bioma, já foram contabilizadas 3 mil espécies de plantas, sendo que algumas podem atingir até 15 m de altura. Dessas, mais de um terço são consideradas exclusivas do Bioma, estando muitas ameaçadas de extinção.

Pampa atualmente

O mesmo ocorre com a fauna que, surpreendentemente, continua muito diversa. São mais de 650 vertebrados e inúmeros invertebrados presentes nesse bioma, muitos deles ainda desconhecidos. Toda essa riqueza caracteriza o Pampa como uma das regiões de campos mais diversas do mundo.

Como dito anteriormente, grande parte dos mamíferos foram extintos no passado. Contudo, estudos atuais classificam 100 espécies diferentes para esse grupo, variando desde de morcegos até tamanduás-bandeira. Destaca-se uma espécie de roedor exclusiva para o Bioma, o tuco-tuco.

Tuco-tuco, espécie endêmica do Pampa

Em relação às aves, muitas têm o hábito migratório, vindo de diferentes regiões do continente americano nos meses da primavera e do verão. Um exemplo disso é o maçarico-do-campo que viaja 1.600 km desde o Ártico até o Pampa da Argentina.

Dos campos às plantações

Sofrendo constantemente com a pressão da expansão agrícola, especialmente do milho e da soja, o Pampa tem menos de 35% da sua cobertura original ainda preservada. Por essa razão, o Bioma é considerado uma das regiões mais ameaçadas ao desaparecimento de todo o território brasileiro.

As plantações de monoculturas, acabam matando as gramíneas e modificando as características do solo de forma permanente. O impacto é ainda mais significativo se considerarmos o uso de agrotóxicos e sua influência indireta com a fauna local.

O exemplo mais simbólico é o das abelhas. Inegavelmente um dos grupos mais importantes para a polinização, esses insetos procuram alimento nas monoculturas, e acabam intoxicados. Com a morte das abelhas, muitas flores não são polinizadas, causando graves problemas ambientais.

Outro impacto significativo é a introdução de espécies exóticas invasoras. Destacam-se aqui os javalis e as lebres-europeias, que competem de forma desproporcional com animais silvestres, causando perdas severas à biodiversidade local.

Plantação de Soja

Infelizmente, os possíveis cenários futuros do Pampa brasileiro não são positivos. A área legalmente protegida do Bioma corresponde a apenas 3% de sua área total e a destruição se mantém constante. Eventualmente, caso nada mude nos próximos anos, podemos perder para sempre os últimos remanescentes desses campos pré-históricos brasileiros.

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