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O que é Sucessão Ecológica e como ela ocorre?

Você já parou para pensar como as florestas são formadas? A sucessão ecológica é um processo natural, porém complexo. Descubra os principais pontos desse conceito tão fundamental na ecologia.

Autor Representação de uma pessoa Matheus Data Representação de um calendário 05/09/2019 Tempo Representação de um relógio 6min  de leitura

Responsável pelas mudanças ambientais, a sucessão ecológica está entre os principais temas de ecologia. Por isso, é fundamental entender toda complexidade desse processo na hora dos vestibulares.

O que é Sucessão Ecológica?

Desde os primeiros registros da humanidade, nossa espécie reconhece que os ambientes mudam ao longo do tempo, independente da nossa vontade. Quando vemos regiões incendiadas, por exemplo, imaginamos corretamente que em um momento, essa região voltará a ter vida e vegetação.

Falando de forma mais científica, a ideia de regeneração do ambiente é conhecida como sucessão ecológica. Por definição, o processo pode ser descrito como as alterações de um ecossistema que acontecem de forma gradual e contínua, resultantes das interações entre os organismos e os fatores ambientais.

Exemplo de sucessão ecológica: novos ramos de árvores caídas com a ajuda da água das chuvas.
Crescimento de novo ramo de árvore caída com a ajuda da água das chuvas.
Imagem: Adobe Stock


De maneira geral, as mudanças causadas pela sucessão ecológica são retroalimentadas pela complexidade do ecossistema. Ou seja, os seres vivos ao interagirem com um local, o ambiente se modificada e possibilita que outros grupos colonizem a mesma região.

Esse processo ocorre até atingir o máximo de complexidade do ambiente, denominado comunidade clímax. Para explicar tudo de forma menos abstrata e teórica, vamos pensar em exemplos práticos.

Criando um Ecossistema

Ao imaginarmos uma sucessão ecológica, seu início pode ocorrer de duas formas, essencialmente. A primeira delas, a sucessão primária, ocorre quando o ambiente era ausente de vida anteriormente. Esse conceito é polêmico no meio acadêmico, mas para fins didáticos, vamos imaginar uma área de dunas recém criada.

Formadas essencialmente por areia, as dunas apresentam todas as condições adversas para a vida. Com temperatura e luminosidade altas, ausência de água doce e solo pobre em nutrientes, apenas alguns seres vivos conseguem sobreviver nesses locais.

Dunas de areias são ambientes que dificultam os processos de sucessão ecológica.
Poucos seres vivos habitam as dunas por sua condição austera.
Imagem: Adobe Stock

Porém, algumas espécies mais resistentes acabam chegando no local, normalmente por dispersão. Essas, que são chamadas de pioneiras, apresentam crescimento rápido e geralmente são plantas rasteiras, micro-organismos e alguns herbívoros.

Consolidadas as espécies pioneiras, ocorre o acúmulo de matéria orgânica e a formação de uma camada rica de nutrientes. Além disso, as plantas acabam aumentando a umidade e as sombras, possibilitando a chegada de espécies de níveis superiores nas cadeias tróficas. Estas últimas acabam tomando os locais de diversas pioneiras, sucedendo-as.

Recriando os Ecossistemas

Outra forma, e muito mais comum, acontece quando existia vida no local anteriormente. Conhecida como sucessão secundária, ela pode ser provocada por motivos naturais, como quedas de árvores , ou ainda, por ação humana, por exemplo com os incêndios.

A ação do homem impacta diretamente nos processos de sucessão ecológica, como queimadas ou desmatamentos.
Queimadas são ações diretamente negativas no processo de sucessão ecológica.
Imagem: Adobe Stock

Mesmo existindo impactos muito severos, a vida no local nunca é realmente extinta. Abaixo do solo existem sementes e micro-organismos que conseguem esporular em condições adversas. Por isso de forma geral, esse tipo de sucessão ocorre de maneira mais rápida que a primária.

Todavia, os ambientes impactados demoraram centenas de anos – se não milhares – para se assemelhar aos originários. Um dos principais motivos é que algumas espécies características de comunidades clímax, demoram centenas de anos para retomarem populações estáveis.

A regeneração se torna mais difícil ainda, quando seres vivos são extintos localmente. Ao desaparecer as espécies, todas as interações ecológicas envolvendo-as acabam comprometidas.

Sucessão Ecológica e a humanidade

Em ambientes naturais, os processos de sucessões são constantes e fazem parte do clímax. Mas, ao falarmos dos impactos humanos, ocorre uma divisão.

Denominamos ecossistemas primários aqueles que nunca passaram por sucessão ecológica causadas pelos seres humanos. Já os ecossistemas secundários, são aqueles que estão voltando ao seu estado clímax, decorrentes aos nossos impactos.

A exploração da madeira de modo ilegal afeta todo e qualquer processo da biodiversidade.
As queimadas e desmatamentos podem ocorrer de forma natural, ou não.
Imagem: Adobe Stock

Atualmente alguns Biomas, como por exemplo a Mata Atlântica, não abrigam quase nenhuma área de vegetação primária. Por isso, é fundamental que os esforços sejam direcionados para criar oportunidades de sucessões secundárias.

Favelas são fenômenos socioculturais devido a falta de planejamento urbano e políticas sociais, que geram o desequilíbrio do meio ambiente e outros problemas.
As ocupações nos morros da Mata Atlântica geraram problemas demográficos com impactos socioambientais.
Imagem: Adobe Stock

Em contrapartida, outros Biomas como a Amazônia, têm quase toda a sua destruição em vegetação originária. Por essa razão, barrar o desmatamento é fundamental para evitar problemas futuros de sucessão ecológica.

No vídeo abaixo, o Prof. Jubilut explica em detalhes tudo o que você precisa saber sobre Sucessão Ecológica. Assista a este e outros vídeos no nosso canal no Youtube!

PALAVRAS-CHAVES: biomas Ecossistema Sucessão Ecológica Sucessão Primária Sucessão Secundária