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Mata Atlântica: o Bioma mais ameaçado do Brasil

Com uma das maiores biodiversidades do mundo, a Mata Atlântica é o Bioma mais próximo de desaparecer do Brasil. Descubra aqui, tudo sobre esse hotspot mundial!

Autor Representação de uma pessoa Matheus Data Representação de um calendário 04/07/2019 Tempo Representação de um relógio 7min  de leitura

Presente em quase toda extensão do litoral brasileiro, a Mata Atlântica se encontra em 17 estados brasileiros, além do Paraguai e da Argentina. Sua área ocupava 15% do Brasil porém, pela destruição, estamos próximos do seu desaparecimento.

Uma história complicada…

Em decorrência da localização, a Mata Atlântica foi o primeiro local de contato dos portugueses com o “Novo Mundo”. Ao mesmo tempo que a enorme biodiversidade do local e a riqueza de águas foram logo admiradas pelos europeus, o processo de destruição do Bioma iniciou rapidamente, nos primeiros anos do séc. XVI.

Durante vários séculos seguintes, grande parte dos ciclos econômicos se relacionaram diretamente com as áreas do Bioma. Destacam-se especialmente a extração de pau-brasil, as plantações de cana-de-açúcar, o café e a mineração do ouro.

Chegada dos portugueses no Brasil

Por consequência da economia, os centros urbanos foram sendo criados nessas regiões, levando ao superpovoamento. Atualmente mais de 70% da população brasileira vive dentro dos limites do Bioma.

Uma floresta tropical

Por cobrir grandes extensões de latitude, não é simples definir a temperatura e pluviometria médias do Bioma. Contudo, o clima é classificado como tropical úmido, em geral acima de 25 °C. Além disso, não ocorrem estiagens de chuvas, em geral, mantendo em toda extensão níveis superiores a 1.600 mm.

A Mata Atlântica é, em geral, muito densa

Em decorrência das chuvas constantes e do relevo ondulado, formando mares de morros, todos os rios são perenes e volumosos. Soma-se ao volume de água, a presença de grandes corpos hídricos subterrâneos como o Aquífero Guarani, um dos maiores do mundo!

Outra característica importante é a fertilidade do solo. Com composições muito distintas, de modo geral ele é raso e pouco fértil. Contudo, regiões com solos conhecidos como Massapé, no litoral do Nordeste, e Terra Roxa, entre o Rio Grande do Sul e sudoeste de Minas Gerais, são profundos e férteis.

Biodiversidade da Mata Atlântica

Todas as diversidades de solos, relevos e temperaturas criaram paisagens distintas dentro do Bioma. Essas se diferenciam não só pelas espécies vegetais, mas também por todo ecossistema e a biodiversidade. Por isso, a Unesco define a Mata Atlântica como Reserva Mundial da Biosfera.

Considerando só a plantas, são mais de 20 mil espécies vegetais, aproximadamente 1/3 da flora brasileira. Para exemplificar, essa riqueza é maior do que a encontrada tanto na América do Norte, como na Europa.

Semelhantemente com a flora, a fauna da Mata Atlântica apresenta grande diversidade e um alto endemismo. São reconhecidos milhares de insetos diferentes e mais de 2.000 vertebrados, sendo o grupo das aves o mais diverso, com 850 espécies registradas.

O segundo grupo mais diverso é o dos anfíbios, com 370 espécies reconhecidas. Mesmo possuindo números já expressivos, novas descobertas de anfíbios ocorrem todos os anos. Do mesmo modo, os répteis constituem um grupo com 200 espécies distintas!

Os sapos são muito diversos no Bioma

Por fim, a mesma abundância de espécies ocorre com os mamíferos e peixes. Com uma surpreendente diversidade, conhecemos cerca de 270 mamíferos e 350 peixes. Destacam-se os primatas, como os muriquis e as diversas espécies de micos-leões.

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O hotspot de biodiversidade

Mantendo um pouco mais de 12% da cobertura vegetal original, a Mata Atlântica é o Bioma mais destruído do Brasil. Entre as regiões que ainda são mais desmatadas, estão Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná. Juntos, esses estados são responsáveis por mais de 50% de toda destruição do Bioma.

Favela da Rocinha, RJ

Normalmente associado a expansão urbana e agrícola, os impactos ambientais são muito diversos. Todavia, nas regiões metropolitanas, o problema é agravado. Com o adensamento populacional nas regiões de morros, a retirada da vegetação cria um solo instável. À medida que as chuvas chegam, ocorrem os deslizamentos, que causam graves problemas socioambientais.

Destaca-se também, o impacto das barragens. Construídas tanto para produção de energia elétrica como para os rejeitos da mineração, estas construções inundam grandes áreas e eventualmente podem causar grandes danos ambientais. Entre os exemplos mais emblemáticos são as catástrofes de Mariana e Brumadinho em 2015 e 2019, respectivamente .

Nem tudo está perdido!

Entretanto, assim como os impactos ambientais, as tentativas de preservação do Bioma também são antigas. Devido à sua grande biodiversidade e ao sério risco de desaparecimento, a Unesco classificou a Mata Atlântica como um Hotspot mundial, assegurando uma proteção extra.

Todo o esforço conservacionista, vem demonstrando resultados importantes. Em 2018, nove estados atingiram a meta de desmatamento zero de Mata Atlântica. Dentre eles, o Estado de São Paulo, com mais de 2 milhões de hectares de vegetação nativa.

A continuidade de projetos de educação ambiental e a recuperação de áreas degradadas, são fatores definitivos para a sobrevivência da Mata Atlântica nos próximos anos. Precisamos juntos proteger esse enorme Bioma!

Para que você veja de perto toda a biodiversidade encontrada na Mata Atlântica, o Professor Jubilut gravou uma videoaula especial pra você! Então, aperte o play e curta com a gente:

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