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Biologia

Interfase: a fase mais longa do ciclo celular

A interfase é o período entre 2 divisões celulares consecutivas. Ela é a fase mais longa do ciclo celular e está subdividida em 3 fases: G1, S e G2.

Autor Representação de uma pessoa Bruna Data Representação de um calendário 29/03/2018 Tempo Representação de um relógio 4min  de leitura

No mundo celular, dividir é sinônimo de multiplicar (não leve isso em consideração na prova de matemática, hein?!): quando nossas células se dividem, elas se multiplicam! Em primeiro lugar, o processo pelo qual a célula se divide é chamado de ciclo celular. Ele começa com o surgimento de uma nova célula, a partir da divisão de uma célula pré-existente, e só termina quando ela se divide em duas células-filhas. O ciclo celular possui duas etapas principais: a divisão celular e a interfase. Como a célula permanece 95% do tempo em interfase, é sobre ela que falaremos hoje!

O período de interfase é caracterizado por uma intensa atividade metabólica.
Observação de célula em interfase, através de microscopia de luz.

O que é interfase?

A interfase é o período entre duas divisões celulares consecutivas. Durante ela os filamentos cromossômicos permanecem descondensados no interior do núcleo, constituindo a cromatina (complexo de DNA e proteínas que está dentro do núcleo celular das células eucarióticas). É durante a interfase que o DNA cromossômico está ativo e em produção constante de moléculas de RNA. É também durante a interfase que a célula cresce e que o DNA dos cromossomos se duplica, preparando a célula para uma próxima divisão.

A interfase é subdividida em 3 fases:

A interfase é dividida em 3 fases, onde ocorre, consecutivamente, o crescimento celular, a duplicação do material genético e o rearranjo dos centríolos. As fases são: G1, S e G2.

G1 (Gap 1)

Gap significa intervalo. Essa é normalmente a fase mais longa e variável no ciclo celular. É ela que antecede a duplicação do DNA cromossômico e durante ela a célula cumpre suas funções “propriamente ditas”. Existem células que não passam desse estado e permanecem nele até a sua morte. Isso acontece quando a célula não recebe estímulos para realizar sua divisão e acaba cumprindo somente o seu papel celular com o metabolismo normal, sem duplicar material genético ou se dividir. Diz-se então que a célula permaneceu em estado G prolongado ou G0. As células do nosso sistema nervoso, por exemplo, ficam na fase G0 por toda a sua vida. Já o fibroblasto, célula da nossa pele, pode permanecer na fase G0 até que receba um estímulo como quando temos algum ferimento, por exemplo.

S (Síntese)

É na fase de síntese que ocorre o processo de duplicação do material genético. Resumindo: nesse período, a célula está realizando suas funções metabólicas e ao final dessa etapa o DNA estará totalmente duplicado.

G2 (Gap 2)

Nessa fase são produzidas substâncias que irão contribuir para a formação das células-filhas e nela as organelas serão duplicadas.

Pra vocês terem a noção do quão grande é a interfase, alguns mamíferos, por exemplo, possuem um ciclo celular com duração de 36 horas, sendo que 35 delas são de interfase e somente 1 para a mitose. Ou seja, se considerarmos um ciclo celular que dura 24 horas, normalmente de 9 a 11 horas são na fase G1, 8 a 11 horas na fase S e de 4 a 5 horas na fase G2. No tempo restante a mitose faz o seu trabalho em um tempo relativamente curto.

A quantidade de DNA que a célula possui num determinado momento do ciclo celular, varia de acordo com as fases da interfase. Ela é mínima no período G1, dobra no período S, atinge o valor máximo em G2 e na telófase a quantidade volta a ser mínima.
A quantidade de DNA que uma célula possui durante o ciclo celular, está totalmente relacionada com os períodos da interfase.

Em conclusão, agora que já passamos pela maior parte do ciclo celular, é hora de dividir! Mas isso é assunto para um outro dia…

Enquanto isso, que tal conferir esse resumão sobre interfase que o Prof. Jubilut preparou? Bora?!

PALAVRAS-CHAVES: célula citogenética divisão celular