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Biologia Atualidades

Floresta Amazônica: o maior Bioma brasileiro

Abrigando uma das maiores biodiversidades do mundo, a Amazônia é o maior Bioma brasileiro. Descubra aqui, tudo sobre essa imensa floresta.

Autor Representação de uma pessoa Matheus Data Representação de um calendário 11/07/2019 Tempo Representação de um relógio 7min  de leitura

Conhecida mundialmente, a Floresta Amazônica é a maior floresta tropical do mundo. Sua extensão abrange 9 países diferentes e uma área de 4.196.943 km². Contudo, a destruição se manteve constante nos últimos anos e, a cada dia, estamos mais próximos de uma destruição irreversível.

A Floresta Amazônica brasileira

Especificamente no Brasil, a Floresta Amazônica é o maior Bioma: ocupa 50% do território nacional. Dividida nos 7 estados da região Norte, além do Mato Grosso e Maranhão, essa floresta também dá nome à maior bacia hidrográfica do mundo, a Bacia Amazônica.

Toda Amazônia é cortada pelo maior rio do mundo: o Rio Amazonas. Nascendo na Cordilheira dos Andes e desembocando no Oceano Atlântico, são 6.992 km de extensão. Durante todo o percurso, diversos afluentes se juntam ao rio principal, podendo demorar quilômetros para esta união, como é o caso do Rio Negro e Solimões.

A Floresta Amazônica é caracterizada pela vegetação densa

Já na foz do Rio Amazonas, ocorre a liberação de 160 milhões de litros/s, e por isso tanto a foz, como a liberação de água, são consideradas as maiores do mundo. Só para caráter de exemplo, essa vazão é 144 vezes superior ao consumo de água no Brasil no mesmo tempo.

Por isso, é correto afirmar que grande parte da água doce disponível no mundo se encontra na Amazônia. Entretanto, apenas 23 milhões de pessoas vivem em todo o território. Essa característica torna o Bioma o menos habitado do país, com uma média de 4 pessoas/km².

Os rios voadores

Cortada pela Linha do Equador, a Amazônia tem um clima tropical, com uma temperatura média de 25°C durante todo ano. Como resultado, a divisão climática é feita pelas chuvas. Elas podem superar 3.600 mm anuais, sendo que ⅔ delas ocorrem no período entre maio e dezembro, que é considerado o período chuvoso.

Nas regiões litorâneas, as chuvas são mais constantes pelo primeiro contato com frentes úmidas do Atlântico. Com a diferença de pressão, as nuvens adentram o continente, levando as chuvas ao longo de toda a Floresta Amazônica até as Cordilheiras dos Andes.

Ao chegarem no seu limite, a oeste da América do Sul, a frente úmida é desviada para o sul, dispersando-se. Esse fenômeno, conhecido como rios voadores, é essencial para que as chuvas cheguem nas regiões centrais, como por exemplo no Pantanal.

Floresta rica, terra pobre?

Sendo conhecidas pela ciência mais de 40 mil espécies de plantas, a flora tem poucos desafios na Amazônia. Com uma radiação solar alta, temperaturas constantes e grande índice de chuvas, a única exceção de fatores abióticos positivos é o solo.

Pobre em nutrientes, o solo característico é o oposto do que se imagina de uma floresta diversa. Contudo, o segredo da Amazônia está na existência da própria floresta. Na camada mais superficial do solo, a matéria orgânica em decomposição forma uma cama extremamente fértil, chamada húmus.

Na Amazônia é comum árvores acima de 30 metros de altura

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Pequenos insetos, grandes mamíferos

Da mesma maneira que a flora, a biodiversidade animal está entre as maiores do mundo. Até o momento, são descritas aproximadamente 60 mil espécies de insetos. No entanto, a estimativa é que existam mais 180 mil. Sob a perspectiva de tempo, caso descobríssemos uma espécie por dia, seriam 328 anos de descobertas constantes!

Os primatas são bem comuns na Amazônia

Surpreendentemente, a mesma ausência de conhecimento ocorre inclusive em grupos mais bem estudados, como os vertebrados. Das mais de 4 mil espécies conhecidas para o grupo, dezenas dessas foram descritas nos últimos anos. Dentre elas, uma anta, uma arraia-de-água-doce e um sapo-dourado.

Entre as espécies conhecidas da fauna, destacam-se onças-pintadas, harpias, sucuris, os gigantes pirarucus e até anfíbios venenosos. Todos estes animais têm relações muito próximas com os povos indígenas e tradicionais, sendo protagonistas de mitos, lendas e tradições.

A destruição da Floresta Amazônica

Certamente sempre lembrado nos noticiários, o desmatamento amazônico
está entre os principais impactos ambientais do Bioma. Mantendo menos de 80% de área original, a destruição não é aleatória. Mais de 70% está concentrada em 100 municípios, formando o arco do desmatamento.

Nessa região, que atravessa os estados do Mato Grosso, Pará e Rondônia, ocorre o avanço gradual da fronteira agrícola sobre a Floresta Amazônica. Infelizmente, a destruição avançou nos últimos anos, mantendo uma média de 21 hectares/dia de destruição.

O desmatamento da amazônia é evidente

Similarmente, a mineração e as hidrelétricas na Amazônia causa danos severos a todo o Bioma. Geralmente afetando grandes áreas, a total destruição do relevo e da floresta nativa compromete significativamente o clima da região.

Toda essa destruição contribui para o aquecimento global e para as mudanças climáticas como um todo. Estimativas preveem que caso os impactos se mantenham, nos próximos 80 anos ocorrerá um aumento de 8 °C na temperatura média do Bioma. Dessa maneira, o valor é superior à média global de aquecimento, em torno de 5 °C.

E o futuro?

Felizmente, a preservação da Amazônia é um tema global, existindo grande interesse em sua proteção. São 175 milhões de hectares protegidos, entre Unidades de Conservação e terras indígenas. No total, esses valores correspondem a 43% da Amazônia, configurando-a como o Bioma mais protegido do Brasil

Mesmo assim, os riscos ainda existem. Estudos recentes demonstram que a destruição de mais 10% do Bioma, poderia levá-lo ao colapso total. Cabe à toda humanidade sua preservação, pois seu desaparecimento pode comprometer a vida como conhecemos.

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