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Biologia Vestibulares

Eutrofização: causas e soluções

Ocorrendo em um efeito bola-de-neve, a eutrofização é um dos maiores problemas ambientais em áreas urbanas. Descubra mais sobre esse tema tão importante para a vida e para os vestibulares!

Autor Representação de uma pessoa Matheus Data Representação de um calendário 13/11/2019 Tempo Representação de um relógio 5min  de leitura

Constantemente cobrado em todos os vestibulares do Brasil, a eutrofização é um processo que afeta grandes cidades do mundo inteiro. Porém, muito além do conceito, é necessário você entender como podemos reverter este processo e melhorar a qualidade da água dos nossos rios e lagos.

Afinal, o que é eutrofização?

Formada pela união de dois vocábulos gregos, eutrofização significa “verdadeiro (eu-) alimento (-trophos)”. Em termos mais práticos na ecologia, ele é o fenômeno de acúmulo exagerado de nutrientes nos rios, lagos e outros corpos hídricos.

Em uma visão rasa, a eutrofização parece benéfica, afinal seria mais nutrientes, mais vida. Porém, na prática esse processo geralmente causa danos severos para a biodiversidade aquática e todo o ecossistema relacionado.

Imagem mostra camada de algas cobrindo corpos hídricos. Isso é eutrofização.
Algumas vezes é possível ver camadas de algas cobrindo corpos hídricos por completo.

Isso porque ao aumentar de forma acentuada os nutrientes, uma cadeia de acontecimentos leva os níveis de oxigenação da água, próximos a zero. Sem O2, quase todos os seres vivos acabam morrendo e deixando a água imprópria para o consumo, levando os rios e lagos a perderam sua função biológica.

Quais são as etapas do processo?

Ocorrendo de forma natural em muitos locais, especialmente em pequenos rios de florestas fechadas, a eutrofização pode ser acentuada ou se iniciar devido à poluição humana, como lançamento de esgoto e fertilizantes nos rios.

Independente da fonte, o aumento de nutrientes no corpo hídrico induz a multiplicação de organismos fotossintetizantes. Isso porque, ao fornecer fósforo e nitrogênio, por exemplo, os recursos não se tornam mais um dos limitantes, possibilitando o aumento de população.

A partir do aumento populacional das algas e plantas, os níveis de oxigênio na água aumentam significativamente. Porém, esse ambiente não permanece assim. As algas superficiais, que lançam a maior parte do oxigênio para o ar, acabam se reproduzindo tanto que bloqueiam a luz.

Imagem mostra esgoto in natura, o qual afeta milhões de cidades do mundo inteiro
O lançamento de esgoto in natura é uma das principais causas de eutrofização em grandes centros urbanos.

Sem luz, todos os demais organismos fotossintetizantes, que oxigenam à água, acabam morrendo. Com isso, rapidamente os níveis de oxigênio reduzem no corpo hídrico, matando muitos organismos aeróbicos que viviam lá.

Não o bastante, com o aumento de matéria orgânica morta, bactérias decompositoras aeróbicas aumentam suas populações devido ao aumento de alimento. Consequentemente, elas consomem o restante do oxigênio, matando definitivamente organismos aeróbicos do ambiente.

Por fim, já sem oxigênio, organismos aeróbicos facultativos e anaeróbicos iniciam fazendo a colonização do corpo hídrico. Ao mesmo tempo, decompositores anaeróbicos continuam a degradação da matéria orgânica, liberando sulfeto de hidrogênio (H2S) – conhecido como gás sulfídrico – que dá o cheiro de ovo podre aos rios eutrofizados.

Eutrofização é um caminho sem volta?

Mesmo sendo um processo geralmente longo e caro, reverter eutrofização é realmente possível nos dias atuais. Primeiramente, é necessário barrar todas as formas de lançamentos não naturais de nutrientes nos corpos hídricos. Contudo, apenas esse fator não é suficiente.

Imagem mostra tratamento de esgoto sendo feito feito por estações.
O tratamento de esgoto é um processo essencial para evitar a eutrofização dos rios.

Sem novas fontes de poluição, é necessário, em seguida, retirar o excesso de nutrientes, por exemplo por adsorção. Logo depois, é necessário oxigenar a água, seja através de arejamento artificial ou reintrodução de algas. Ambos os processos, além de recuperarem os níveis de oxigênio, acabam eliminando o cheiro ruim devido à morte dos seres anaeróbicos.

Por fim, com a volta das condições abióticas é finalmente possível, a reintrodução das espécies que viviam no ambiente anteriormente. Porém, como dito antes, esse processo demanda muito tempo e dinheiro para ocorrer, sendo então fundamental a preservação dos nossos rios, lagos e lagoas!

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