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Como funcionam os adubos?

Os adubos, que são formados por matéria orgânica, são capazes de oferecer às plantas os nutrientes necessários para o seu desenvolvimento. Saiba mais!

Autor Representação de uma pessoa Bruna Data Representação de um calendário 19/02/2018 Tempo Representação de um relógio 5min  de leitura

Pense rápido e me responda com sinceridade: você já cultivou alguma planta, além de feijão no algodão? Se sim, você já deve ter percebido que por mais que a sua planta tenha crescido muito bem no (s) primeiro (s) ano (s), isso não é garantia de que ela vá continuar vistosa nos anos seguintes. Isso acontece porque o solo tem um desgaste natural. Assim, ele acaba não oferecendo o suporte necessário para o bom desenvolvimento da planta. Para que a sua plantinha não morra, o uso de adubos e fertilizantes é mais do que indicado!

Quais as diferenças entre adubos e fertilizantes?

Você pensou que adubos e fertilizantes eram sinônimos? Se sim, errou! Adubos são feitos de material orgânico, com substâncias que são encontradas na natureza. Por não conterem todos os nutrientes dos quais um solo pobre necessita, seu tempo de ação é mais demorado. Já os fertilizantes são materiais sintéticos produzidos em laboratório, onde diferentes produtos químicos agem no solo. Eles são indicados, principalmente, se o solo afetado estiver muito pobre em nutrientes e sua ação é imediata. Mas o nosso papo hoje é sobre os adubos!

Como eles funcionam, Jubilut?

Você está lembrando do ciclo do nitrogênio? Ele é fundamental para que você entenda como funciona um adubo! Como o adubo é formado por matéria orgânica, ele é decomposto. Dessa forma, o nitrogênio é disponibilizado no solo, para o uso pelas plantas. E aí que através de uma nitrificação ou de uma amonificação, ele pode ser utilizado pela sua plantinha, para que ela cresça e se desenvolva de forma linda e bela!

Algumas plantas têm suas próprias bactérias (exclusivas) para a fixação do seu nitrogênio: as plantas leguminosas (soja, amendoim, feijão, ervilha, lentinha, etc). Em uma relação ecológica conhecida como mutualismo, bactérias do gênero Rhizobium sp disponibilizam o nitrogênio em um “formato utilizável” pelas plantas. E as plantas, em troca disso, disponibilizam às bactérias alguns elementos produzidos a partir da fotossíntese, que são fundamentais para a realização das suas reações. É importante destacar que essa é uma relação obrigatória, onde um ser é totalmente dependente do outro.

A adubação verde

Estas plantas leguminosas, quando morrem, disponibilizam uma grande quantidade de nitrogênio no solo. Por isso, elas podem ser utilizadas no enriquecimento de nitrogênio em solos pobres, disponibilizando compostos que serão utilizados por outras plantas, e assim em diante. Nesse processo, as leguminosas são utilizadas como adubo verde, e através de um pré-plantio ou de uma rotação de culturas (a cada novo plantio, as espécies cultivadas são alternadas com outras espécies que auxiliam a recomposição do solo para a espécie seguinte), aumentando a presença do nitrogênio no solo, e contribuindo para o desenvolvimento de novas culturas de plantas.

E por que você citou os fertilizantes, Jubilut?

Muito utilizados principalmente por grandes indústrias, em extensas plantações, nem sempre os fertilizantes industriais são completamente absorvidos pelas plantas. Eles também contêm nitrogênio, que quando não é absorvido pelas plantas, acaba tendo os nossos rios como principal destino, causando um processo chamado de eutrofização. Esse processo contribui com o aumento da poluição e compromete as cadeias alimentares, ao alterar a qualidade da água. Ou seja, um baita impacto ambiental.
Entre um e outro, na dúvida, adubo neles!

Ahh, e se você quiser saber mais sobre o ciclo do nitrogênio, roda a vinheta e confere esta videoaula:

PALAVRAS-CHAVES: bioquímica ciclo do nitrogênio ciclos biogeoquímicos