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FIES: Como funciona o Fundo de Financiamento Estudantil

Começou hoje o período de inscrições para quem vai solicitar um financiamento, através do programa FIES. Junto com o Sisu e o ProUni, ele está entre as principais formas de acesso ao ensino superior no Brasil. Entenda como o FIES funciona!

Autor Representação de uma pessoa Bruna Data Representação de um calendário 07/02/2019 Tempo Representação de um relógio 9min  de leitura

Como alcançar uma carreira de sucesso?

A melhor forma de se tornar um profissional qualificado no Brasil e melhorar suas chances de emprego, é completando um curso de ensino superior. Claro, ele não é a certeza de uma carreira de sucesso e/ou de uma boa vaga de emprego! Mas certamente, um curso de graduação é uma importante ferramenta no crescimento e desenvolvimento pessoal e profissional de uma pessoa. Com a finalidade de proporcionar isso a estudantes que não poderiam ter acesso a cursos superiores, por questões socioeconômicas, que surgiu o Fies.

Apenas 15% dos brasileiros tem ensino superior completo. Sendo assim, todas as possibilidades para ingressar em uma universidade, como o ProUni e o Fies, são válidas.

O que é o FIES?

O Fies, Fundo de Financiamento Estudantil, é um programa do Ministério de Educação, criado para financiar o curso superior de estudantes matriculados em instituições privadas. Entretanto, ele não teve sempre esse nome.

O Fies surgiu lá na década de 70, mais precisamente em 1976, durante o regime militar. Na época, ele se chamava Crédito Educativo e foi criado já com o objetivo de ajudar alunos carentes, a terem acesso ao ensino superior. A princípio, ele era financiado com recursos de um Fundo de Assistência Social, provindo do rendimento de loterias. Hoje, ele é operado com recursos do Ministério de Educação, administrados pela Caixa Econômica Federal,

Como funciona o Fies?

Para concorrer a uma das suas vagas, será considerada qualquer prova do ENEM realizada a partir de 2010. Além disso, o aluno deverá ter feito mais de 450 pontos na média total, de todas as áreas de conhecimento, e ter obtido nota acima de zero na redação. Tanto estudantes que já estão em uma universidade privada, quanto aqueles que ainda não ingressaram, podem recorrer ao fundo, até o final do período de inscrição.

Caso os critérios anteriores sejam cumpridos, o estudante deve ainda possuir renda familiar mensal per capita de até 3 salários mínimos, para a modalidade de financiamento Fies, e de 3 a 5 salários mínimos, para da modalidade de financiamento P-Fies.

Quem não pode participar do Fies

No tópico acima, falamos das condições para participar do Fies e do P-Fies, entretanto, ainda que o estudante atenda os critérios descritos anteriormente, ele não poderá participar do financiamento se:

– Tiver a matrícula acadêmica trancada em todas as disciplinas, no momento da inscrição;

– Já tiver se beneficiado com o Fies;

– For responsável por inadimplência no Programa de Crédito Educativo;

– For beneficiário integral do Programa Universidade para Todos (ProUni);

– For beneficiário parcial do ProUni, em curso diferente ao vinculado na bolsa do ProUni;

– Tiver renda bruta mensal familiar inferior ao valor da mensalidade do curso a ser financiado (exceto quem é bolsista parcial de 50% e 25% do ProUni).

O novo FIES

Desde 2018, o FIES foi dividido em duas modalidades: o FIES (modalidade I e sem juros) e o P-FIES (modalidade II, com juros variáveis estabelecidos pelo banco).

Entendendo as modalidades

Na modalidade I, a oferta de vaga tem juro zero para estudantes que possuem uma renda familiar mensal per capita de até 3 salários mínimos. As prestações são estabelecidas de acordo com a da renda, a fim de reduzir os encargos a serem pagos.

A modalidade II é voltada para estudantes que possuem a renda familiar mensal per capita de 3 a 5 salários mínimos, com juros definidos pelos bancos privados que participam do programa.

O que mudou de 2018 para 2019?

Para aumentar o número de financiamentos, este ano temos mudanças tanto no Fies, como no P-Fies. A partir de 2019, o estudante poderá pagar o financiamento após se formar, conforme sua renda. Para quem estiver trabalhando, o desconto será feito diretamente na folha de pagamento. Contudo, quem estiver desempregado terá somente a cobrança de uma parcela mínima.

Além disso, qualquer pessoa que tenha feito a prova do ENEM a partir de 2010, conquistando as notas mínimas necessárias, e que tenha renda entre 3 a 5 salários mínimos per capita, poderá realizar sua inscrição no P-Fies. Ano passado, as inscrições eram limitadas em números e à determinadas regiões do país.

Em resumo, as mudanças foram mais do que necessárias, visto que em 2018, das 210 mil vagas que deveriam ter sido preenchidas com o financiamento, somente 2.500 foram ocupadas. Muita gente ficou de fora…

Quais universidades participam do Fies?

Inúmeras! A lista é tão extensa, que preferimos não colocá-las aqui, para que você não se assuste com o tamanho do texto. Entretanto, você pode conferi-la acessando a própria página do Fies. Acesse, inclua seu estado, município e instituição que você quer estudar, e pronto!

Como posso me inscrever?

Em 2019, o período de inscrições começou no dia 07, e irá até o dia 14 de fevereiro (uma semana). Serão destinadas 100 mil vagas para a modalidade Fies e aproximadamente 450 mil vagas para a modalidade P-Fies.

Ao acessar a página do Fies, clique em "Minha inscrição" e preencha os seus dados para concorrer ao financiamento estudantil.

A inscrição deve ser realizada exclusivamente pelo site do FIES, informando número de CPF, data de nascimento, e-mail e senha. Ao ter acesso ao sistema, o estudante deverá preencher os dados solicitados e indicar até 3 opções de cursos, de acordo com aqueles que estão disponíveis.

Se você tiver realizado a prova do Enem a partir de 2010, e tiver obtido os pré-requisitos necessários para a sua inscrição, receberá um e-mail para confirmar os seus dados e concluir o seu cadastro.

O resultado

Dia 25 de fevereiro, serão divulgados os pré-selecionados nas modalidades Fies e P-Fies, na própria página do programa. Assim, quem for selecionado, deverá acessar o sistema e completar as informações solicitadas para que a contratação do financiamento estudantil ocorra. Por último, o estudante deverá comparecer à instituição de ensino em que foi selecionado, e depois no banco para formalizar o financiamento.

Como o pagamento da dívida é realizado?

Atualmente, o pagamento da dívida deve começar no mês seguinte da formatura do estudante, para quem estiver empregado, e o prazo máximo de pagamento será de até 14 anos.

Como realizar uma simulação.

O próprio site do Fies possui um local onde você pode fazer uma simulação, descobrindo quais serão os valores das prestações que serão pagas ao longo de todo financiamento.  A simulação não é exata, entretanto, mostra o valor aproximado da dívida mensal. A data em que a simulação for realizada será considerada a data de assinatura do contrato. Para calcular, é necessário informar a quantidade de semestres do curso, se o estudante é um bolsista ProUni, qual o tipo de financiamento solicitado e qual o valor semestral da universidade. Para realizar a sua, clique aqui.

Por que o Fies é necessário?

Apesar de milhares de vagas serem ofertadas em inúmeras instituições públicas de ensino superior do Brasil, somente uma pequena parcela de estudantes tem acesso a elas. Então, aos estudantes que não conseguem acesso à universidade através de vestibulares, e/ou Sisu, restam as seguintes opções: concorrer à uma das vagas do ProUni, pagar a mensalidade de uma instituição privada ou desistir do sonho do ensino superior. Com a finalidade de ajudar essas pessoas, é que o Fies entra!

Levando em consideração que apenas 15% dos brasileiros têm acesso ao ensino superior (conforme dados do IBGE de 2017), e que 40% dos estudantes não têm condições de arcar com as despesas da mensalidade de uma graduação, embora o financiamento não seja a melhor opção, ele é uma ótima saída para que ninguém fique sem estudar!

Se você for selecionado, aproveite a oportunidade, dê o seu melhor e siga em frente. Infelizmente o acesso ao ensino superior ainda é privilégio de poucos. Então, não desperdice sua chance!

Fonte: Fundo de Financiamento Estudantil,  Ministério da Educação.

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