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Biologia Física Química

10 mulheres da ciência que você precisa conhecer

Mais do que parabenizar no dia de hoje, precisamos aprender a reconhecer os grandes feitos das mulheres diariamente! Hoje, falamos de igualdade de gênero. Mas na história, as coisas não foram sempre assim… Selecionamos 10 mulheres incríveis, que escreveram seu nome na história da ciência, e que você precisa conhecer. Confira!

Autor Representação de uma pessoa Bruna Data Representação de um calendário 08/03/2019 Tempo Representação de um relógio 8min  de leitura

Dia 8 de março é considerado, mundialmente, o dia internacional da mulher! Nós sabemos que a data deveria ser lembrada todos os dias, mas não é isso que acontece… Na verdade, foram necessários muitos anos para que as mulheres finalmente começassem a conquistar seus lugares. Principalmente as mulheres na ciência!

Meninas e Mulheres na Ciência

Com o intuito de incluir cada vez mais meninas e mulheres na Ciência, a ONU criou uma data especial: 11 de fevereiro. O dia tem como principal objetivo a celebração dos grandes feitos das mulheres na ciência, além de encorajar as novas gerações a buscarem e se dedicarem à carreira de cientista.

Desigualdades no meio científico

Infelizmente, ainda existe muita desigualdade de gênero na ciência, que deve acabar se mais mulheres estiverem dispostas a seguir na carreira. Queremos te mostrar que, embora isso seja difícil, não é impossível. Por isso, reunimos as histórias de 10 grandes mulheres na Ciência, que merecem ter seus feitos lembrados diariamente.

1 – Nise da Silveira (1905- 1999)

Nise da Silveira foi uma grande psiquiatra brasileira

Ela começou a cursar medicina na Faculdade de Medicina da Bahia, aos 21 anos, e dedicou a sua vida à psiquiatria. A médica ficou conhecida por ser contrária às formas agressivas de tratamento, como eletrochoques, confinamento e lobotomia. Além disso, ela foi a pioneira nas pesquisas das relações emocionais entre pacientes e animais.

Em reconhecimento ao seu trabalho, Nise recebeu diversos títulos e premiações, e em 2015 foi incluída na lista de Grandes mulheres que marcaram a história do Rio .

2 – Marie Curie (1867 – 1934)

Marie Curie foi a primeira mulher a ganhar um Nobel

Considerada a Mãe Da Física Morderna, Marie Curie é mundialmente conhecida por ser pioneira em pesquisas sobre radioatividade. Além disso ela descobriu os elementos polônio e rádio e conseguiu isolar isótopos desses elementos.

Ela foi a 1ª mulher a ganhar um Nobel e também a 1ª a ser laureada duas vezes com o prêmio. Em química, em 1903, e a segunda em física, em 1911. Ela disse, ela foi a primeira mulher a se tornar professora na Universidade de Paris.

3 – Rosalind Franklin (1920 – 1958)

Mulheres na Ciência: Rosalind Franklin contribuiu principalmente com descobertas sobre o DNA

Apesar de Watson e Crick receberem sozinhos os créditos pela descoberta da estrutura do DNA, foi só a partir do trabalho de Rosalind Franklin que isso foi possível!

A pesquisadora realizou o doutorado em Física e Química, e por dominar as técnicas de cristalografia de raios-X, ela conseguiu criar imagens de raios-X do DNA. Rosalind jamais foi premiada pela sua descoberta e acabou morrendo de câncer do ovário, fruto da sua exposição à radiação.

4 – Bertha Lutz (1894 – 1976)

Mulheres na Ciência: Zoóloga, Bertha Lutz foi uma das grandes biólogas do país

Bertha foi uma das maiores biólogas da história do Brasil! Zoóloga, ela se formou em ciências naturais na Universidade de Paris, e se especializou no estudo de anfíbios. Em 1909 assumiu um cargo no funcionalismo público do Rio de Janeiro, o que era vedado às mulheres até o momento.

Em 1945, ela participou da Conferência de São Francisco, responsável pela criação da ONU! Além de seus trabalhos na Biologia, Bertha é conhecida como a maior líder na luta pelos direitos políticos das mulheres no Brasil.

5 – Virginia Apgar (1909 – 1974)

Mulheres na Ciência: Virginia foi responsável pela criação da Escala Apgar, ainda hoje utilizada

Virginia se formou em medicina em Nova York, com 24 anos, e nesta época já possuía diploma de Zoologia. Aos 28 anos se tornou a 1ª professora de anestesia e chefe do serviço Columbia Presbyterian Hospital.

Ela foi a responsável pela criação da Escala Apgar, que avalia os recém-nascidos nos seus primeiros momentos de vida. Com isso, ela conseguiu diminuir drasticamente as taxas de mortalidade infantil, e seu método simples até hoje é utilizado na rotina de atendimentos dos bebês.

6 – Gertrude Elion (1918 – 1999)

Mulheres na Ciência: Gertrude fez importantes contribuições para os medicamentos contra a AIDS

Bioquímica e farmacologista, Gertrude foi especialista no tratamento de doenças como leucemia e gota. Além disso, desenvolveu medicamentos para o tratamento da leucemia e para a prevenção de rejeição em transplantes renais.

Em parceria com mais dois pesquisadores, seu trabalho foi fundamental para o desenvolvimento de medicamentos contra a AIDS. Por conta disso, eles ganharam o Prêmio Nobel de Medicina em 1988.

7 – Johanna Dõbereiner (1924 – 2000)      

Mulheres na Ciência: Johanna revolucionou as pesquisas com soja no Brasil

A agrônoma Johanna foi responsável por uma revolução na agricultura brasileira!

Em 1951, ela veio para o nosso país, e iniciou um programa de pesquisas sobre fixação biológica do nitrogênio, em leguminosas tropicais. Seu trabalho teve contribuição fundamental no programa brasileiro de melhoramento da soja, em 1964. E em 1997 ela foi indicada ao Nobel de Química.

8 – Mary Anning (1799 – 1947)

Mulheres na Ciência: Mary Anning e sua família são considerados grandes paleontologistas

Mary Anning é considerada uma das maiores paleontólogas do mundo! Lá no século XIX, a pesquisadora e sua família coletavam fósseis para complementar a renda. Mesmo sem ter uma educação formal, foi ela quem descobriu o primeiro fóssil de ictiossauro, quando tinha apenas 12 anos.

Suas contribuições fundamentais para diversas mudanças no pensamento sobre a vida pré-histórica e da Terra, que ocorreram no século XIX. Os fósseis coletados por ela, hoje, estão expostos no Museu de História Natural, em Londres.

9 – Patricia Bath (1942)

Mulheres na Ciência: Patricia Bath, mulher e negra, que fez grandes feitos na área da oftamologia

Patricia teve que ultrapassar dois obstáculos para vencer: o primeiro era o de ser mulher, e o segundo, o de ser negra em uma faculdade de medicina.

Ela começou a trabalhar com oftalmologia e deu uma atenção especial às comunidades pobres, de onde vinha a maior tendência para desenvolver problemas de visão. Foi assim que ela desenvolveu tratamentos para catarata, e conquistou o cargo de primeira professora de oftalmologia, na Universidade da Califórnia.

10 – Katherine Johnson (1918)

Mulheres na Ciência: A história de Katherine inspirou um filme e sua persistência lhe garantiu um espaço na NASA

Você já viu o filme “Estrelas além do tempo”? A história de Katherine foi o que inspirou este filme, que recebeu 3 indicações ao Oscar.

Ela trabalhou 33 anos na NASA e quebrou diversas barreiras que eram impostas às mulheres, dentro da agência. Começou trabalhando como computador humano (pessoa que faz cálculos), e com seu talento começou a participar das reuniões e de projetos maiores.

Sua persistência fez com que ela fosse promovida a líder de cálculos de trajetória e fosse incluída em equipes de missões para a Lua e Marte.

A próxima pode ser você!

Nosso mundo precisa de mais história como essas, e de mais mulheres determinadas a seguir na carreira da ciência!

O Biologia Total se orgulha muito de todas as suas funcionárias, das mais diversas áreas, que se esforçam todos os dias para colocar a empresa para funcionar.

Feliz dia das mulheres!

Fontes: Arquivo Nacional, Embrapa